Prof. Chafic Jbeili - chafic.jbeili@gmail.com
Eu fico fascinado com expressões sutis de reconhecimento e gratidão que sempre vejo em cenas de novelas e filmes. Não precisa nem ser aquelas cenas em que um bombeiro herói salva a vida de alguma moça indefesa dentro de um prédio em chamas, mas eu me refiro àquelas cenas em que um simples abrir de porta é retribuído pela mocinha com um olhar mais fixo acompanhado de um leve sorriso, como quem diz “Puxa estranho! Muito obrigada por sua gentileza”.
Gostaria conhecer mais pessoas com esta capacidade de percepção e tão profundo nível de gratidão, a ponto de reconhecer a mais sutil das gentilezas. Fico pensando se tamanha sensibilidade existe em pessoas na vida real, pois na maior parte de nossas vidas dedicamos tempo, atenção e ações que sequer são percebidas, quanto mais agradecidas.
Tenho observado isto no sentido de identificar o nível de fineza e gratidão que as pessoas têm dispensado na rotina diária. Mas, não tenho encontrado tal percepção de amabilidade por parte das pessoas a quem ofereço alguma gentileza. Se tais gentilezas não são percebidas, certamente não serão reconhecidas. E como há de haver expressão de gratidão se não há reconhecimento daquilo que foi feito?
Para que haja gratidão é preciso que haja reconhecimento e para que haja reconhecimento é preciso que seja percebido aquilo que se fez, quer seja um gesto ou uma gentileza qualquer.
O fato é que nem sempre as pessoas estão atentas o suficiente ao que acontece em sua volta. As pessoas não percebem com facilidade o que as pessoas fazem para que ela seja favorecida de alguma forma e, então, não demonstram gratidão, de modo que o problema da gratidão não é algo relacionado à educação ou a falta dela tão somente, mas está relacionado com a falta de atenção que as pessoas dedicam às pequenas coisas. As mentes das pessoas estão agitadas demais para perceberem sutilezas.
Tenho feito algumas experiências no trânsito, no shopping, no banco e outros lugares públicos que frequento. Deixo um carro atravessar na minha frente; abro espaço para outro motorista mudar de faixa; seguro a porta do elevador para quem está entrando; apanho objetos que caem da mão de alguém; ofereço cobertura com meu guarda-chuva; apanho sapatinhos de bebês; enfim, estou sempre procurando uma situação em que eu possa oferecer algum favor ou gentileza para encontrar e registrar aquele olhar sutil de gratidão que vejo na TV e nos cinemas, mas até o presente momento não o encontrei. Aliás, a cada gentileza que ofereço as pessoas mal olham para mim, quanto mais agradecem. A sensação é que o outro pensa que eu não fiz mais do que a minha obrigação, ao invés de uma gentileza voluntária que justificasse um “obrigado!” ou pelo menos um olhar agradecido.
Mas o que esperar das pessoas estranhas, encontradas fortuitamente nas ruas, se nem mesmo na própria casa encontra-se palavras ou gestos de reconhecimento? Vive-se dez anos com uma pessoa, dedicando-se tempo, sacrificando-se vontades em favor da família, da casa, e nunca se escuta “muito obrigado!”, como se tudo o que se faz não passasse de mera obrigação, quase em tom de punição, por decorrência do matrimônio ou da paternidade.
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas; o bom mestre empenha-se para que seus alunos sejam bem sucedidos; bons funcionários torcem pela empresa; mas o reconhecimento e a gratidão não aparecem. Cônjuges, filhos, patrões, parceiros de trabalho e as pessoas estranhas em geral estão por demais ocupadas para perceberem as gentilezas que recebem e, por isto, não podem demonstrar gratidão com tanta facilidade.
No meio de todas as pessoas, as crianças são aquelas que mais expressam sua gratidão. Um bilhetinho, uma flor, às vezes uma folha verde ou m galho seco; um desenho colorido ou um sorriso. As crianças são as pessoas que mais apresentam variedades de formas para dizer obrigado.
Minha filha de vez em quando embrulha algumas de minhas peças de roupas, minha carteira, as chaves do carro e então me dá de presente, acompanhado de um bilhetinho “pai eu te amo”, daí me abraça e diz: “muito obrigada pai!” Confesso que são os presentes mais significantes que tenho recebido ultimamente.
Os adolescentes e os jovens dizem: “valeu véi”, mas os adultos nem sequer tem me olhado nos olhos quando recebem alguma gentileza. Minha observação me diz que as pessoas parecem se tornar ingratas na medida em que crescem. Será que os adultos desaprendem a virtude da gratidão? Talvez por isto minha gentileza às crianças tenha sido mais estimulada e habitual do que aos adultos.
A história conta que Jesus curou dez leprosos e apenas um voltou para dizer obrigado. Talvez o mais grato também era o mais jovem deles. Será por isto que Jesus disse que o reino dos céus pertence às crianças? Eu creio que sim! Quanto mais eu convivo com adultos, mais eu admiro as crianças. Aprendo muito com elas.
Os adultos ocidentalizados estão ocupados demais para perceberem o que Deus, as outras pessoas e as crianças tem feito por eles. Não é a toa que o comércio de pet cresce extraordinariamente, pois a carência de reconhecimento e companhia faz dos animais uma recompensadora opção.
Contudo, o “muito obrigado” ideal é aquele voluntário, espontâneo. Diferente daquele opaco e desvalorizado “muito obrigado” que é proferido depois que você lembrou a alguém as razões de dizê-lo.
No aspecto espiritual, poucas virtudes têm maior poder sobre a lei da causa e efeito do que a virtude da gratidão. Neste sentido, a gratidão é algo que deve ser praticado, por várias vezes, ao longo do dia, todos os dias.
Comece o seu dia agradecendo a vida, o ar que respira, o bom tempo, o mal tempo, a grande idéia ou a falta dela; agradeça tudo o que tem e também aquilo que não tem; agradeça as coisas que gostaria de ter e aquelas que perdeu.
Agradeça por tudo e por todos; pelos amigos e pelos inimigos. Enfim agradeça, agradeça, agradeça, pois todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. O universo conspira a seu favor! Nada acontece por acaso e cada pessoa tem o necessário para conseguir o que precisa!
A gratidão é o termômetro de sua felicidade. Quanto mais gratidão demonstrar, mais feliz se sentirá.
Encerro esta reflexão com um poderoso pensamento da Jornalista e escritora Melody Beattie: "A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais, ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã."
Expresso a vocês toda minha gratidão!
Muito obrigada,
É imprescindível ver o aluno como ser individual, pensante que constrói o seu mundo, espaço e o conhecimento com sua afetividade, suas percepções, sua expressão, sua crítica, sua imaginação, seus sentidos...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
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Amar: primeiro verbo a se aprender... e pode ser na ESCOLA
“As escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdos e técnicas educativas. Elas têm contribuído em demasia para a construção de neuróticos por não entenderem de amor, de sonhos, de fantasias, de símbolos e de dores”.
Claudio Saltini
Claudio Saltini
Síndrome de Down
É um distúrbio genético causado durante a formação do feto, é uma das anomalias genéticas mais conhecidas. Segundo os professores e doutores Elaine S. de Oliveira Rodini e Aguinaldo Robinson de Souza, da Universidade Estadual Paulista (campos Bauru), a síndrome de Down é responsável por 15% dos portadores de retardo mental que freqüentam instituições para crianças especiais. A síndrome de Down também é chamada de Trissomia do Cromossomo 21, por causa do excesso de material genético do cromossomo 21, que ao invés de apresentar dois cromossomos 21 o portador da S.D. possui três. Atualmente a probabilidade de uma mulher de 20 anos ter um filho com essa síndrome é de 1 para 1600, enquanto uma mulher de 35 anos é de 1 para 370. A probabilidade de pais que têm uma criança com síndrome de Down terem outros filhos portadores dessa síndrome é de aproximadamente 1 para 100. De uma forma geral a síndrome de Down é um acidente genético, sobre o qual ninguém tem controle. Qualquer mulher pode ter filho com síndrome de Down, não importa a raça, credo religioso, nacionalidade ou classe social. Por muito tempo a SD ficou conhecida como mongolismo, pois esse termo era empregado devido aos portadores da síndrome ter pregas no canto dos olhos que lembram as pessoas de raça mongólica (amarela), porém nos dias atuais esse termo não é mais utilizado, é tido como pejorativo e preconceituoso.
Características da Síndrome de Down:
Dentre as principais, podemos destacar:
• Retardo mental;
• Fraqueza muscular;
• Anomalia cardíaca;
• Baixa estatura;
• Olhos com fendas palpebrais oblíquas;
• Perfil achatado;
• Prega única na palma da mão.
É importante que mulheres muito jovens ou com mais de 35 anos que desejam engravidar busquem orientação médica. Hoje existem exames que detectam a síndrome nas primeiras semanas de gestação, é por isso que o pré-natal é muito importante, para que se tomem as medidas necessárias para que a criança nasça nas melhores condições possíveis e que ao nascer comece um tratamento para desenvolver melhor os músculos, o raciocínio, entre outros. É muito importante que os pais tenham acompanhamento psicólogo para que o profissional trabalhe o emocional deles em relação ao filho. Desenvolvimento da criança O desenvolvimento de uma criança portadora da síndrome de Down se difere em pouca coisa do desenvolvimento das demais, dessa forma ela pode freqüentar uma escola de ensino regular, pois o convívio com outras crianças não portadoras da síndrome irá colaborar no seu desenvolvimento. Além disso, essa convivência também é positiva para as demais crianças, pois faz com que cresçam respeitando as diferenças, sem nenhum tipo de restrição em seu círculo de amizade, seja por raça, aparência, religião, nacionalidade.
Por Eliene PercíliaEquipe Brasil Escola
Características da Síndrome de Down:
Dentre as principais, podemos destacar:
• Retardo mental;
• Fraqueza muscular;
• Anomalia cardíaca;
• Baixa estatura;
• Olhos com fendas palpebrais oblíquas;
• Perfil achatado;
• Prega única na palma da mão.
É importante que mulheres muito jovens ou com mais de 35 anos que desejam engravidar busquem orientação médica. Hoje existem exames que detectam a síndrome nas primeiras semanas de gestação, é por isso que o pré-natal é muito importante, para que se tomem as medidas necessárias para que a criança nasça nas melhores condições possíveis e que ao nascer comece um tratamento para desenvolver melhor os músculos, o raciocínio, entre outros. É muito importante que os pais tenham acompanhamento psicólogo para que o profissional trabalhe o emocional deles em relação ao filho. Desenvolvimento da criança O desenvolvimento de uma criança portadora da síndrome de Down se difere em pouca coisa do desenvolvimento das demais, dessa forma ela pode freqüentar uma escola de ensino regular, pois o convívio com outras crianças não portadoras da síndrome irá colaborar no seu desenvolvimento. Além disso, essa convivência também é positiva para as demais crianças, pois faz com que cresçam respeitando as diferenças, sem nenhum tipo de restrição em seu círculo de amizade, seja por raça, aparência, religião, nacionalidade.
Por Eliene PercíliaEquipe Brasil Escola
Ser feliz...
a escolha é sua!!

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